sexta-feira, 31 de agosto de 2012
dor.
As memórias amargas não podem nos aprisionar. Elas fazem parte da vida - como o sorriso, o por do sol, o café de madrugada. Curioso é que esquecemos rápido as nossas alegrias, embora sempre façamos com que o sofrimento dure mais do que o necessário. A dor é uma ótima desculpa para problemas que não conseguimos resolver,
passos que não tivemos coragem de dar, decisões que adiamos. A dor faz parte da vida - como faz parte a alegria, a fome, e a vontade
de sonhar. Não adianta fugir, porque ela termina por nos encontrar.
Mas sua única função é nos ensinar algo. Aprendemos suas lições, e isso basta.
diferente é diferente
chamar alguém de feio não te deixa mais bonito; ficar sem comer não te deixa um palito; excluir uma pessoa não te torna mais popular; não são as marcas que vão te rotular; chamar alguém de gordo não te emagrece; dizer que uma pessoa é triste não traz felicidade; falar que alguém é fraco não te fortalece; dizer que uma pessoa é metida não te traz a humildade; falar que alguém é insignificante não te engrandece; dizer que uma pessoa é falsa não te leva à verdade; dinheiro não compra felicidade; conhecer muita gente não é o mesmo que ter amigos; ser famoso é diferente de ser querido; sexy não é o mesmo que vulgar; atracão é diferente de amar…
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
perdida.
é mais esta folha rasgada que voa na brisa, amachucada e banalizada. não foi correspondida, inúmeros defeitos destinaram-na a fracassar. falo de uma amizade, marginalizada por quem a julgava e quem a vivia simplesmente perdeu-se nos rumores. vagueamos agora no desconhecido, cruzamos a esquina sem partilhar uma palavra. parece que já nada continua, mas por um desejo tudo vai recomeçar, e sem nenhuma lembrança das outras vezes perdidas procuramos o que já foi nosso. Eu poderia falar de como as coisas mudam, poderia falar de como tudo acabou, mas palavras não fazem recuar no tempo. sabias como a amizade pode ser assim tão delicada? sim pode, meras palavras abalam o nosso mundo. sentimentos foram expostos e atitudes foram tomadas. logo eu que nunca me arrependi de nada, hoje me arrependo disso.
tu já?
Quem nunca escreveu o nome de alguém numa folha de caderno? Quem nunca ficou a fazendo planos, deitado na cama antes de dormir? Quem nunca leu e releu um histórico de uma mensagem recordando tudo? Quem nunca viu uma foto e pensou como seria se estivesse lá? Quem nunca precisou ouvir um elogio pra se sentir bem? Quem nunca falou alguma coisa e se arrependeu depois? Quem nunca teve um sonho perfeito e ficou desiludido de ter acordado? Quem nunca ouviu uma música que fez lembrar alguém? Quem nunca olhou pro telemovel a pensar que era ele(a) e era a tua mãe? Quem nunca ficou chateado(a) por um motivo ridículo e prometeu que não ia mais gostar de quem te fez sofrer, mas foi em vão? Quem nunca se iludiu? Quem nunca teve vontade de desaparecer e só voltar quando tudo estivesse bem? Quem nunca amou e não foi correspondido? Quem nunca viu um filme de romance e quis ser feliz para sempre? Quem nunca passou por nada disso? simplesmente não sabe viver,
a vida ensina
a vida ensinou-me(...)a dizer adeus às pessoas que amo, sem tira-las do meu coração; a sorrir às pessoas que não gostam de mim, para lhes mostrar que sou diferente e que sou capaz de me destacar; fazer de conta que está tudo bem quando isso é só mais uma mentira; calar-me para ouvir; aprender com os meus erros pois posso ser sempre melhor; sorrir quando o que mais desejo é gritar ao mundo; a ser forte quando os que eu amo estão fracos; ouvir os desabafos dos que sofrem; a amar os que me magoarem ou que querem fazer de mim o centro das suas frustrações; perdoar incondicionalmente, pois também já precisei desse perdão; a sonhar acordada; a acordar para a realidade, quando é preciso; a aproveitar cada momento de felicidade; a chorar de saudade sem vergonha de o mostrar; a sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre a lutar para preservar tudo o que é importante.
confiei naqueles que eu pensava que eram verdadeiros e deixei-me levar e hoje? fui magoada, outra vez. Hoje não vou querer sofrer mais, para mim chega.
um olá e um bye bye
só preciso de um minuto da tua nova vida, só preciso da tua atenção pela ultima vez. só preciso que saibas tudo. no meio de tudo isto existem coisas de que me arrependo. não é de ter perdido que me arrependo, mas sim como te perdi. não é do rumo que a história levou que me arrependo, mas sim o que significava esse rumo. e muito menos é de um dia te ter conheçido. agora, sei que é tarde para pedidos de desculpa, é tarde de mais para lágrimas de culpa, que é tarde de mais para arrependimentos. se eu podesse voltar atrás, teria mudado tantas mentiras, teria mudado tantas atitudes e actos. ao olhar para trás, reevi todos os meus defeitos, ao olhar para trás pude ver o quanto imatura consegui ser, pude ver o quanto caprichosa fui, o quanto egoista era para ti. se podesse escolher outro final, começava por te dizer todas as verdades, começava por dizer o quanto me eras importante. neste meu presente, sinto a necessidade de te dar um recado. sinto a necessidade de te dizer que sempre fui orgulhosa, e custa-me admitir um erro, custa-me saber que errei contigo e que não o soube corrigir esses erro. custa saber que errei no passado, e o presente tudo mudou. custa recordar os dias em que te fiz passar mal, recordar aqueles dias em que te magoei. mas agora que não te tenho, a saudade manifesta-se. sofri, perdi, fica a magoa do arrependimento. só queria poder construir uma amizade, e fazer-te acreditar que nunca mais te ia magoar. mas na vida não existe espaço para arrependimentos, apenas para o adeus.
a leve brisa
é assim que eu estou, à espera. de tudo e de ti. os dias passam, entre arrepios e palavras que te quero dizer ao ouvido, mas nunca estás perto, as palavras perdem-se... como se fugissem, como se tivesse de ser mesmo assim. toda a gente já disse não consigo parar de pensar em ti, eu não consigo, de facto, admito, é uma fraqueza. estás dentro da minha pele mas não sabes. consigo ver-te aqui à frente e quase que te posso tocar, quase. quero sentir, sim sentir. lembro-me dos teus olhos, do teu sorriso, do teu corpo e da tua inocência. mudaste, dizes-me tu. mudaste sim, eu percebo, eu vejo. cresceste, estás diferente. talvez um dia. talvez um dia, de manhã, quando o sol estiver a nascer, talvez um dia, quando uma leve brisa soprar, das que costumam aparecer na primavera, talvez... talvez eu olhe para o lado e tu estejas lá.
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