sexta-feira, 16 de agosto de 2013

short break

este não é mais um texto é uma espécie de despedida. não é o final vou apenas fazer uma pausa. vou parar com o blog por algum tempo, não sei ao certo quanto. acho que tenho o que se pode chamar um 'esgotamento de inspiração'. não vou continuar a forçar mais, vou apenas esperar que ela regresse aos poucos. talvez este tempo em que estou em pausa vá metendo as ideias em dia, organizando novos temas. enquanto estiver nesta short break talvez vá aprendendo algo novo e adiantando um outro projecto que a muito quero fazer e é com todo o gosto que vou querer partilhar com voces mas é por isso mesmo que preciso urgentemente desta pausa. espero que o meu regresso venha com imensas novidades, temas e sentimentos. ah e claro com muita e muita inspiração. obrigada a todos os que tem visualizado o meu blog e é com orgulho que hoje digo que no total tenho 3678 visualizações. não é apenas um passatempo como é algo bastante importante para mim. beijinhos a todos

talvez um dia

não houve um adeus porque não há um fim, eu gosto de pensar que continuas aqui mas simplesmente temos umas vidas bastante ocupadas para estarmos juntos. para mim continuas aqui e sempre irás continuar porque o teu lugar é ao meu lado. e talvez um dia, daqueles dias em que tudo está em harmonia, talvez nesse dia façamos mais um paragrafo a nossa história. 

sábado, 10 de agosto de 2013

o tempo

a culpa da minha ansiedade é toda tua. quero inverter a cronologia das coisas e chegar logo ao final. quero ver se encontrei aquele amor para vida toda, se ele me amou cada dia mais. quero saber como foi o dia do nosso casamento e se nos continuamos a olhar com aquele olhar da primeira vez. quero saber que cara tiveram os nossos filhos e quantos foram os filhos a quem eu tive que ensinar a andar. mas tu faz-me esperar tanto. quero saber quanta sabedoria acumulei e se alguma vez a minha mãe deixou-me fazer aquela viagem que eu tanto queria. mas tu não me dás qualquer chance, deixas-me na angustia por não saber o próximo capitulo deste livro. e é por isso que eu te culpo. quero saber se fui feliz para sempre, se valeu a pena o esforço e a dor. quero saber se comi aquele bolo de chocolate que nunca tenho coragem de comer ou se lancei um disco das minhas musicas de chuveiro. quero saber se encontrei, pelo menos metade, das respostas que procurei, ou se continuei uma questionadora incansável. sabes o que é que eu quero saber também? quando é que tu aceleras o passo e adiantas os teus ponteiros e deixas-me ver se deu tudo certo ou não. quero saber quantas pessoas ficaram comigo e quantas não. quero saber quantas coisas deixei inacabadas, quantos medos eu ganhei ou superei. e o medo do escuro? será que o deixei? podias-me adiantar uns dias só para eu saber qual o gosto do amanhã. quero saber quantas rugas eu ganhei nos meus olhos e quantas lágrimas também. quero saber se consegui, finalmente, dormir bem e colocar a felicidade no lugar da frustração e se algum dia eu tive coragem de tirar os sonhos da almofada. quero saber. mas tu continuar o teu caminho e como tu andas devagar (...) eu não tenho pressa em envelhecer, eu só queria ir até ao fim e voltar. só para acabar com a ansiedade e saber se correu tudo bem.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

dias de luta dias de glória - charlie brown

"Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver

Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
(...)
Oh, minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se eu pudesse, eu ia estar com você
Eu já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você

Por isso eu canto minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo

Mas hoje dou valor de verdade
Pra minha saúde, pra minha liberdade
Que bom te encontrar nesta cidade
Esse brilho intenso me lembra você"

não tenho como

deixa-me dizer-te: eu não me vou apaixonar por ti. não importa o quão romântico ou solicitado tu sejas, nem o quanto tu te disponibilizas para me ver. ainda que percorras uma longa distância ou ultrapasses qualquer obstáculo. ainda que tu reserves toda a tua agenda para mim, ou reserves uma mesa naquele restaurante que eu tanto amo, ou mesmo que simplesmente te lembres de mim. não vai acontecer. mesmo que tu digas o quanto tens saudades e como seria bom nós encontrarmos-nos de novo. mesmo que tu saibas o meu livro favorito, ouças as mesmas musicas que eu e expresses, claramente, o teu desejo de ficar comigo. ainda que tu me admires e faças planos comigo, eu não me vou apaixonar por ti. não importa se o teu beijo é perfeito, ou se nos divertimos num dia sem destino. não faz qualquer diferença que tu me abraças durante tempo infinito ou passas horas comigo ao telefone. não importa se te entregas sem receios, eu não me vou apaixonar por ti por um simples e único motivo: se, para amar é preciso estar inteira, eu não te posso amar de novo, porque já me levaste a outra metade. e até agora eu espero, ansiosa, o dia que me a vais devolver.

terça-feira, 2 de julho de 2013

sobrevive porque é de sonhos que se vive

e eu que não sei dizer em que ponto eu parei, em que grito eu sussurrei. eu que não acreditei quando tu mudas-te de tom, quando o teu disco mudou o som, quando minha vida já não era sobre ti. em qual ponto será que devo descer? mais um chocolate quente, por favor, porque hoje é dia da saudade virar poesia. falar de ti já é pura agonia. não venhas agora, vai ver a vida lá fora e sobrevive. sobrevive porque é de sonhos que se vive, é de despedidas que se cresce e é de amor que se morre. porque a vida segue. porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser. mas o que foi bonito fica com toda a força. fica uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar. e de escolhas e de perdas é feita a nossa história. não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. e que irônico: para viver eu precisava perdê-lo. que as mudanças sejam consequências do que foi bom.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Esperam o melhor de nós

ola homens, eu sei que vai parecer previsível, e irónico, ser uma mulher a escrever isto, mas secalhar há coisas que não entendem muito bem. nós não nascemos complicadas, nós só temos tendência a ser mais frágeis, o que não quer dizer que por vezes não sejamos até mais fortes que os homens. mas nós nascemos e crescemos numa sociedade em que esperam o melhor de nós, desde pequenas que nos fazem caracóis ou totós, nos vestem de cor de rosa, e nos ensinam a lavar, cozinhar, e a ter os valores que uma boa mulher deve ter. por esperarem o melhor de nós, é que nos julgam por tudo e por nada. se usamos calções curtos, somos consideradas putas, mas se algum homem despe a camisola, é considerado sensual. e eu ainda me pergunto, o que é que esperam de nós? em 100, 90 já foram magoadas, as outras 10 divertem-se como se fossem homens, e têm uma má imagem. serão essas 10 erradas ou eu, que choro cada vez que alguém me desilude. e andamos sempre nesta rotina, do parte e manda fora, e vice versa. dentro de uma mulher existem sentimentos ocultos. vulcões em erupção camuflados por enormes geleiras. querem uma mulher? percebam que não é um ser que precise de um livro de instruções. ela só precisa que olhes para ela com orgulho, que não a julgues pelas atitudes, ela só quer igualdade. ela é caprichosa por natureza, quer tanta coisa esquisita mas que com o tempo fará tanto sentido na tua cabeça. ela vai dizer sempre o que sente, mas com uma grande diferença: sem dizer nada. ela vai saber desprezar quando quiser amar. vai pensar com o coração e a agir com a cabeça. e enquanto tu te achas esperto, ela simplesmente é, sem ter que achar nada. mulher não é frasco para meter rótulos, e quando pensares em julgar pensa em quem te trouxe ao mundo, ela também é mulher.