segunda-feira, 22 de abril de 2013
faz mal, é imoral ou engorda
faz mal aquele amor louco, desesperado, aquela paixão sem medos com um abismo ao lado, aquele amor que nos tira as energias e sem o qual supostamente não podemos viver. um sufoco, uma agonia um não sei respirar sem ti. uma cegueira absurda, uma surdez sem limite, um ciúme que deixa de recordação. é imoral aquele amor de segredo, escondido, com receio, aquele que ninguém pode saber. um sussurro e algumas mensagens que levam ao encontro. aquele amor de vodka, que a sobriedade não permite esquecer. um amor impossível, que à noite é tão quente, e de dia esfria, um amor ébrio que deixa apenas o cheiro do perfume, que persiste. ou engorda aquele amor calmo e sereno, que nos envolve os braços, que são suaves os abraços, que a noite acaba numa sobremesa de chocolate. aquele romance quase apagado, um amor da sala pro quarto. algumas horas assistindo filme num sofá. uma mistura de pipocas e restaurantes, sem espaço para a intensidade. um prato de comida morna e sem apetite.
sábado, 6 de abril de 2013
fear
tens medo de estar apaixonada. medo de sofrer pelo que não estás habituada, tens medo de te conhecer e voltares a esquecer. medo de receber uma mensagem ou não receber. da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. de inventar qualquer desculpa de que estás bem, para te veres livre do medo. não suportar ser olhada, medo da atenção. tu tens medo de te apaixonar e não prever que pode desaparecer. tens medo que ele seja igual a todos ou que seja demasiado diferente, que ele seja rude ou que seja amoroso. que ele seja o rapaz certo na altura errada, ou que seja, a altura certa com o rapaz errado. tens medo que ele seja melhor do que as tuas respostas, pior do que as tuas duvidas. de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. tens medo que ele não precise de ti. medo de o convidar a entrar e medo de o deixar sair. medo da vergonha que vem junto com a sinceridade. medo de passar pela felicidade e não a reconhecer. medo de não respirar sem recuar. medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo.
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